O que CACD tem a ver com diplomatas e diplomacia?

março 7, 2026

Entenda, nesse artigo, por que é impossível se tornar diplomata sem falar de CACD e de diplomacia.

A carreira diplomática ainda é pouco conhecida

Quando eu era criança, nunca ouvi alguém dizer a palavra “diplomata”. Ela não fazia, então, parte do meu vocabulário. Na adolescência, tampouco ouvi alguém falar de “diplomacia”. Outra palavra que, portanto, não fazia parte do meu repertório linguístico. Na graduação? Eu, estudante de Letras Português-Inglês? Quem me contaria que a diplomacia era uma possibilidade profissional para mim, e que, se quisesse, eu poderia me tornar diplomata pelo simples fato de dominar dois dos idiomas que eram cobrados no concurso de ingresso na carreira?

Aliás, naquela época, eu sequer conhecia o percurso — ou o concurso — que alguém precisaria seguir para ser diplomata. Aliás, qual era mesmo o nome do concurso? É… Não culpo ninguém. Nem poderia.

Afinal, quem de nós, simples mortais, já tinha ouvido falar abertamente sobre diplomata, diplomacia e CACD?

Esse modismo é recente e se deve, em grande parte, à diplomacia pública, que surgiu e se fortaleceu com o advento das redes sociais.

Voltando a 2010, ano em que descobri o CACD

Sobre o CACD, aliás, só fiquei sabendo em 2010, depois de começar a namorar o meu marido. Ele me contou que, quando adolescente, teve curiosidade pela diplomacia e até pensou em ser diplomata. Mas, depois, ele esqueceu tudo, e foi estudar Desenho Industrial na UFRJ. Quando eu perguntei se a vontade de ser diplomata tinha passado, ele respondeu que poderia voltar a pensar no assunto.

A partir da resposta, juntei numa pasta todas as provas anteriores, para o caso de ele querer começar a estudar para o concurso. A pasta ficaria esquecida até 2018, no drive do computador, e só seria resgatada, por mim mesma, em 2019, quando comecei a preparação e o blog.

Mal saberia eu, que estaria aqui, hoje, conversando com você, sobre os temas mais instigante de todos: CACD, diplomata e diplomacia!

Mundo mundo pequeno mundo, eu diria, na contramão da poesia do Drummond, talvez? (Se bem que, a lógica central do poema, a do eu poético que se sente desenquadrado e que está buscando o seu lugar no mundo vasto mundo, se mantém intacta).

Digressões à parte, vamos destrinchar agora essa “sopa de letrinhas”, de forma bem simples e didática, para você, que está chegando, hoje, à blogosfera da comunidade cacdista mais bonita do Brasil.

Qual é a relação entre diplomacia, diplomata, e CACD?

Diplomata — quem exerce o ofício da diplomacia.

Diplomacia — do francês, diplomatie, é a atividade que envolve as relações internacionais entre Estados. É também a profissão de diplomata e o corpo diplomático em si.

CACD — Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. Sem ele, não é possível ser diplomata de carreira.

Conclusão

A relação entre diplomacia, diplomata e CACD é o que propicia e o que configura a própria Política Externa do Brasil, já que a diplomacia de carreira não existe sem diplomatas e já que a existência de diplomatas de carreira, hoje, depende do CACD.

Espero que este artigo tenha ajudado você a começar a compreender, de forma simples, por que é impossível se tornar diplomata sem falar de CACD e de diplomacia.

O Itamaraty é logo ali. Bons estudos e sucesso!

(*)

Foto: Charlie BUN4bmGI no Unsplash

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