Fala, cacdista! (I)

março 7, 2026

Está inaugurado o quadro de respostas a perguntas de cacdistas feitas no perfil @pupiladobarao no Instagram. A pergunta de hoje é a seguinte:

“Te sigo há alguns anos. Para você, o que mudou na sua preparação no decorrer do tempo? E qual é a sua percepção sobre execução (ordem) das provas e desempenho de antes para hoje?” (C., cacdista)

Vou fracionar a pergunta para facilitar a compreensão. Continue lendo as respostas a perguntas de cacdistas do quadro “Fala, cacdista”, OK? Vamos lá.

O que mudou na minha preparação para o CACD até aqui?

Muito mudou, mas escolhi listar três aspectos:

1) o planejamento de estudos;

2) as técnicas de estudos; e

3) a visão a respeito de como estudar para o CACD.

Vamos ao primeiro tópico.

Mudança no planejamento de estudos para o CACD

Quanto ao planejamento de estudos, ele foi (e é) revisitado várias vezes, para se adaptar às demandas reais da minha vida: trabalho, maternidade, gestão doméstica, necessidades pessoais, entre outras muitas variáveis. Costumo frisar que o planejamento de estudos eficiente é aquele sustentável no longo prazo. Não pode ser “engessado”, pró-forma.

Se um planejamento de estudos para o CACD for como a Lei Feijó, que foi feita só “para inglês ver”, ele não serve de nada.

O meu plano passou de uma tabela linda, indefectível e colorida de Excel a uma “entidade” ainda linda, indefectível e colorida, mas agora viva, cíclica e orgânica, que existe para comportar, de forma funcional e exequível, as minhas necessidades (em primeiro lugar), o volume de matérias e as tarefas correlatas. Não é sustentável estudar à exaustão! Tudo isso nos leva ao próximo ponto. Continue lendo.

Mudança na maneira de estudar para o CACD

Quanto à maneira de estudar para o CACD, ela evoluiu, assim como eu evoluí. Hoje, estou totalmente concentrada em revisar o que já estudei, antes de consumir conteúdo novo. Tenho me dedicado a revisar cadernos e anotações e a lançar cartões no Anki, embora eu prefira os mapas mentais. E foi justamente a necessidade de variar as técnicas de estudo — e mesmo de escolher uma técnica que não necessariamente é a minha predileta, mas que produz melhores resultados práticos para mim — que me levou a um novo patamar de compreensão sobre o que me faz avançar nos estudos para o CACD. E aqui chegamos ao próximo tópico da lista.

Mudança de visão sobre como estudar para o CACD

É comum pensar que só se aprende de um jeito, mas, francamente, isso é uma falácia. Imagine uma pessoa que se enquadrasse no estilo de aprendizagem visual e que, em decorrência de uma fatalidade, perdesse inteiramente a visão. Ou um aprendiz auditivo, que, de uma hora para outra, perdesse completamente a audição.

Será que essas pessoas nunca mais conseguiriam estudar nem aprender, se não fosse do jeito ao qual elas sempre estiveram acostumadas?

Essa troca de “ferramentas”, do mapa mental e das anotações extensivas e super analíticas para os flashcards, é o que eu considero a mudança de visão a respeito de como estudar para o CACD.

A segunda parte da pergunta foi:

Qual é a melhor ordem de resolução das provas para fins de desempenho?

Não acho que exista uma ordem “universal” para resolver as provas do CACD. Algumas pessoas vão preferir responder primeiro o que consideram mais difícil. Outras, o que julgam mais fácil. Outras, as disciplinas que, somadas, podem garantir a maior porcentagem de acertos na prova e, consequentemente, a convocação para as discursivas.

Outras pessoas, como eu, preferirão responder, primeiro, as provas de língua portuguesa e de língua inglesa, que são as mais extensas e que consomem mais tempo de leitura e de análise do que todas as outras disciplinas juntas.

Mas, tudo depende de você: é preciso se testar antes, durante e depois das provas, para compreender a estratégia que realmente funciona para você. Essa é uma descoberta pessoal, que só completa no processo de tentativa–erro.

Bons estudos e sucesso na sua caminhada até o Itamaraty!

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